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Trabalhou nesse período como caixeiro viajante, levando pelos sertões em um baú miudezas e artigos diversos. Bem sucedido em suas primeiras vendas, José Bernardo continuou no comércio, adicionando à suas mercadorias os folhetos de sua autoria, bem como os de maior gosto popular.
A procura por folhetos aumentava a cada viagem e José Bernardo acrescentava gradativamente mais títulos na bagagem para suprir a demanda. Seu esforço aliado à paciência e à ajuda constante de sua esposa fez de seu negócio um empreendimento de sucesso, ao ponto de José Bernardo comprar uma máquina pequena para impressão dos folhetos e se dedicar integralmente ao ofício.
Os negócios progrediram e outras máquinas foram adquiridas para aumentar o volume de impressões. Agora com uma tipografia montada, José Bernardo podia atender clientes de vários estados do país chegando a imprimir seis mil folhetos cada máquina. A Tipografia São Francisco ficou conhecida nacionalmente e após a aquisição dos direitos de edição dos títulos de Leandro Gomes de Barros e João Martins de Athayde, José Bernardo se consolidou como o maior editor de literatura de cordel do Brasil.
Dentre os seus principais cordéis destacam-se: O Príncipe Oscar e a Rainha das Águas, Visitas dos Romeiros a Juazeiro, O Cruzeiro do Horto, A Pranteada Morte do Padre Cicero Romão, Conselhos Paternais.
| Folheto "A Pranteada Morte do Padre Cicero Romão" de José Bernardo da Silva. Edição da Academia Brasileira de Cordel-ABC publicada em 19 de agosto de 1982. |